Modelo de Proposta de Projeto
Substitua Word docs e DMs de Slack encaminhados por um formulário estruturado de proposta de projeto — esqueleto Project Charter PMBOK, business case, marcos, divisão capex vs opex, mapa RACI, riscos, dependências e flag de DPIA/RIPD. Feito para PMOs e comitês de direção que precisam de comparativos maçãs-com-maçãs antes das revisões trimestrais de portfólio.
Modelo de Proposta de Projeto
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Para quem é este modelo
Propostas de projeto são onde a disciplina do PMO vive ou morre. Os times que comparam 12 propostas em uma revisão trimestral com business case, escopo, divisão capex/opex e registro de riscos consistentes tomam decisões de portfólio defensáveis. Os times que comparam 12 documentos Word em 12 formatos diferentes com 12 definições diferentes de 'critérios de sucesso' aprovam o que gritar mais alto. Este modelo estrutura a proposta em si — esqueleto Project Charter do PMBOK, business case, objetivos, escopo (in e out), entregas, marcos, cronograma, divisão orçamentária (capex segundo regras de capitalização do CPC 04 e CPC 24 alinhadas ao IFRS NIC 38 para Brasil/Espanha/UE vs opex como despesa do exercício), recursos necessários, dependências, registro de riscos, mapa RACI de stakeholders, e flag DPIA do Art. 35 do RGPD (ou flag RIPD sob LGPD Art. 38) para projetos que tocam dados pessoais. É a camada de intake estruturado que dá ao PMO o comparativo maçãs-com-maçãs que ele realmente precisa sem se comprometer com uma plataforma PPM completa como Smartsheet, Asana Portfolios, Monday Work Management, Wrike, Workfront (Adobe), Planview, ProjectPlace, Kantata, Forecast, Runrun.it, Artia, Bitrix24 ou Jira Advanced Roadmaps a R$ 100–250 por usuário por mês. E serve também como formulário de envio de propostas vendor/agência quando um externo responde ao seu RFP, RFQ ou intake de SOW.
Do envio da proposta a comitê-pronto em um fluxo estruturado
O solicitante ou fornecedor envia a proposta com uma seção de cabeçalho — nome do projeto, sponsor ou área solicitante, tipo de projeto (capex, opex, híbrido; novo, melhoria, substituição, descontinuação), data proposta de início, data alvo de conclusão e um resumo executivo de um parágrafo. A seção de business case captura o problema, o resultado desejado, o alinhamento estratégico (link ao OKR, OGSM ou pilar estratégico que apoia), o custo da inação (o que acontece se não fizermos) e o cálculo quantificado de ROI ou VPL quando aplicável. O escopo captura o que está dentro, o que está explicitamente fora (o campo mais ignorado em modelos de proposta, e o que previne scope creep no mês 4), e a lista de entregas com critérios de aceitação por entrega. O cronograma captura os marcos-chave com datas alvo — a maioria dos times usa 3-7 marcos de kickoff até go-live. O orçamento se divide em capex vs opex (crítico para o tratamento contábil sob CPC brasileiro alinhado a IFRS, US GAAP, PGC espanhol; capex se amortiza pela vida útil, opex impacta a DRE direto), custo de mão de obra (FTE-meses internos e custo de contratado externo), software/hardware/infraestrutura cloud, custo de fornecedor e licenças, e reserva de contingência (tipicamente 10-20 % conforme o risco do projeto). Os recursos necessários capturam os FTEs necessários por cargo e senioridade, os percentuais de dedicação-vs-alocação e qualquer gap de skill especializado que dispare contratação ou uso de PJ. As dependências listam outros projetos, fornecedores, aprovações regulatórias ou eventos externos dos quais o projeto depende (a dependência do go-live de um fornecedor três meses antes do seu é a que costuma ser esquecida). O registro de riscos captura os 5-10 riscos principais com probabilidade, impacto, mitigação e responsável — modelado nos padrões de gerenciamento de riscos do PMBOK. O RACI de stakeholders captura os papéis Responsable, Accountable, Consulted e Informed para as decisões maiores. Os campos de governança capturam o roteamento de aprovação (qual gestor, depois qual diretor, depois qual comitê), o trigger DPIA do Art. 35 RGPD (este projeto toca dados pessoais? Se sim, o DPIA foi iniciado?), o trigger RIPD da LGPD Art. 38 para projetos brasileiros, o impacto em controles SOX para empresas listadas (Lei das S/A e CVM Instrução 480), e o trigger de revisão de segurança de TI para projetos que tocam infraestrutura ou dados sensíveis. Ao enviar, o formulário publica a proposta na fila de revisão trimestral do PMO, notifica o sponsor proposto e a cadeia de aprovação, e cria o registro do projeto na sua ferramenta PPM (Jira, Asana, Monday, Smartsheet, ClickUp, Notion, Linear, Runrun.it, Artia) com os dados estruturados pré-populados.
O que está incluído
Cada campo existe porque algum PMO se queimou pela sua ausência — geralmente no comitê de direção onde duas das 12 propostas acabam comparando maçãs com peras incompatíveis e a planilha de comparação precisa ser reconstruída durante a reunião.
Times que usam formulários de proposta de projeto
PMOs internos e comitês de direção de TI
Intake de revisão de portfólio trimestral onde 15-40 propostas competem por uma bolsa de orçamento fixa. A divisão capex/opex padronizada, a quantificação do business case e o formato do registro de riscos fazem a planilha de comparação se montar sozinha em vez de ser montada durante a reunião. Reduz a pergunta 'de quem é este projeto e quanto realmente custa?' para uma resposta estruturada.
Times de engenharia e desenvolvimento de produto
Intake de RFC (Request for Comments) e design docs onde propostas de engenharia precisam de escopo, avaliação de dívida técnica, dependências de times de plataforma, revisão de segurança e alocação de capacidade. Casa naturalmente com o flag DPIA do RGPD / RIPD da LGPD para mudanças de produto que tocam dados pessoais — que cada vez são a maioria das mudanças de produto.
Consultorias e agências respondendo a RFPs
Envio padronizado de propostas a equipes de compras de cliente — a estrutura do formulário casa com os critérios de scoring do RFP, as entregas alinham com o SOW (Statement of Work), e o cronograma e divisão de preços casam com o formato que compras realmente compara. Reduz o resultado 'perdemos por um tecnicalidade porque o formato da tabela estava errado'.
Setor público e solicitações de edital
Solicitações de edital a órgãos governamentais, fundações e programas de financiamento (BNDES, FAPESP, FINEP, MCTI, FNDE, Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, NextGenerationEU, Horizonte Europa) onde a proposta deve passar por portões específicos de cumprimento — elegibilidade, capacidade técnica, desempenho prévio, estrutura orçamentária com custos elegíveis segundo as regras do edital, sustentabilidade além do período de financiamento e medição de resultados.
Construção, engenharia civil e arquitetura
Envio de propostas comerciais com precificação estruturada, cronograma de obra, declaração de subempreiteiros, requisitos de seguro e fiança, e as declarações de histórico de segurança que a maioria dos editais públicos exige. Para projetos brasileiros, inclui a confirmação de registro CREA/CAU dos responsáveis técnicos, o status no SICAF (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores) para contratos federais, CNDs (Certidões Negativas de Débitos) federal/estadual/municipal/FGTS/trabalhista, e o atestado de capacidade técnica conforme a Lei 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações).
Instituições de pesquisa e acadêmicas
Propostas de projeto de pesquisa com trigger de revisão CEP (Comitê de Ética em Pesquisa) e CONEP (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) para pesquisa com seres humanos no Brasil, IRB (Institutional Review Board) para projetos com colaboração americana, ou comitê de ética sob Lei 14/2007 de Investigación Biomédica na Espanha; planos de gestão de dados para requisitos de ciência aberta; declaração de conflito de interesses; e a estrutura orçamentária que financiadores como CNPq, FAPESP, CAPES, NIH, NSF, ERC esperam.
Adapte ao seu modelo de governança
Cada PMO tem suas próprias particularidades de intake. Configure a taxonomia de tipo de projeto — limiares capex vs opex que disparam cadeias de aprovação diferentes, faixas de tamanho de projeto (abaixo de R$ 100 mil vs R$ 100 mil-R$ 1 milhão vs acima de R$ 1 milhão, com governança proporcional) e categoria de projeto (run-the-business, grow-the-business, transform-the-business) para balanceamento de portfólio. Adicione campos baseados na categoria — projetos de TI pegam os flags de revisão de segurança e arquitetura, projetos que tocam dados pessoais pegam o flag DPIA/RIPD, projetos acima de um limiar SOX (para companhias listadas com ADRs ou sob CVM Instrução 480) pegam a avaliação de impacto em controles internos, projetos que tocam reporting financeiro pegam o flag de impacto no ciclo de fechamento. Configure a cadeia de aprovação — a maioria das empresas roteia abaixo de R$ 50 mil para o gestor direto, R$ 50 mil-R$ 250 mil para o diretor, R$ 250 mil-R$ 2 milhões para o VP, acima de R$ 2 milhões para o comitê executivo ou conselho (para companhias abertas brasileiras, a Lei das S/A Art. 142 estabelece limiares específicos de aprovação de conselho de administração). Adicione uma regra de 'categoria de projeto que auto-roteia para revisores específicos' — projetos que tocam segurança auto-roteiam ao CISO, projetos que tocam finanças auto-roteiam ao controller, projetos que tocam dados auto-roteiam ao DPO/Encarregado pela LGPD. Para agências e consultorias usando isso como formulário de envio de propostas, configure as categorias de entrega (criativos, técnicos, treinamento, suporte contínuo) com seus próprios campos de SLA e critérios de aceitação. Para solicitações de edital, configure os campos específicos do financiador — campos de currículo Lattes para CNPq/CAPES/FAPESP/CAPES, campos de plano de gestão de dados para Horizonte Europa, campos de questões éticas, campos de sustentabilidade para BNDES — conforme o financiador selecionado.
Perguntas frequentes sobre propostas de projeto
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